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sexta-feira, 1 de junho de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
na primavera
Eu quis o bom do inesperado, quis o improvável, quis querer qualquer hora, toda
hora.
Querer-ei ser tudo o que tenho sido, cada vez mais profunda, mais imersa na intensidade.
E tem sido bom ter tudo isso.
Tem sido, se eu não fosse tão dura pra falar... apaixonante.
Querer-ei ser tudo o que tenho sido, cada vez mais profunda, mais imersa na intensidade.
E tem sido bom ter tudo isso.
Tem sido, se eu não fosse tão dura pra falar... apaixonante.
terça-feira, 26 de julho de 2011
sobre amores platônicos
e o que me consumiu foi o fato de eu ter curiosidade e não conseguir satisfazer ela. não foi a ficção, a platonicidade que eu coloquei nele. não foram os pensamentos melodramáticos sobre a nossa relação ou sobre as nossas possíveis conversas. o que me consumiu foi realmente isso: a curiosidade que eu não saciei. as coisas que eu queria ter descoberto e ele não deixou. nem quis saber por onde eu andava mais.
só que eu sei que não posso fazer disso tripas-coração. e faço da frase anterior um mantra.
só que eu sei que não posso fazer disso tripas-coração. e faço da frase anterior um mantra.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Realmente despreparados
Eu lembro de uma vez em que voltava da escola com ela. Quando o ônibus dobrou a esquina nós pulamos para dentro dele sem piscar os olhos. Se perdessemos aquele demoraria um poucão até vir outro. Quando estávamos descendo a rua de casa eu me dei conta que tinha esquecido minha mochila na parada. Tadinha, ela se culpou por não ter lembrado. Não foi culpa dela, era minha responsabilidade. Apesar de eu estar a recém na primeira série, eu já deveria saber que a minha mochila quem deve cuidar sou eu.
Ela sempre foi muito carinhosa, muito turrona às vezes, falava uma bobagens como "tu tem titica de galinha na cabeça!" e me chamava carinhosamente de "minha cabritinha". Foi criada no interior, era o que eu sempre pensava.
A nossa vida é mesmo coisa muito frágil, sem segurança. Quem diria que hoje, aquela que me cuidava, me buscava na escola, iria precisar de uma "babá".
Situações difíceis iremos enfrentar a vida inteira, mas têm algumas que nos perguntamos como pôde acontecer e ficamos sem explicação plausível.
Alzheimer. Ninguém nunca imaginou. Veio rápido, repentino e quando nos demos conta ela já dependia de nós pra tudo.
Eu que sempre imaginei que o máximo que poderia acontecer de mudança na minha vida familiar fosse a separação dos meus pais e que o resto continuaria na mesma rotina, indo na casa delas, comer pipoca, tomar chimarrão, como sempre foi até o fim da vida. Seria bom, como sempre foi.
Mas têm coisas que nos pegam realmente desprevinidos. Realmente despreparados.
[É aí que penso mais que o que vale mesmo é como seremos lembrados por quem nós gostamos. Como serei lembrada? -Ela ainda sabe quem eu sou, a "cabritinha"?]
Ela sempre foi muito carinhosa, muito turrona às vezes, falava uma bobagens como "tu tem titica de galinha na cabeça!" e me chamava carinhosamente de "minha cabritinha". Foi criada no interior, era o que eu sempre pensava.
A nossa vida é mesmo coisa muito frágil, sem segurança. Quem diria que hoje, aquela que me cuidava, me buscava na escola, iria precisar de uma "babá".
Situações difíceis iremos enfrentar a vida inteira, mas têm algumas que nos perguntamos como pôde acontecer e ficamos sem explicação plausível.
Alzheimer. Ninguém nunca imaginou. Veio rápido, repentino e quando nos demos conta ela já dependia de nós pra tudo.
Eu que sempre imaginei que o máximo que poderia acontecer de mudança na minha vida familiar fosse a separação dos meus pais e que o resto continuaria na mesma rotina, indo na casa delas, comer pipoca, tomar chimarrão, como sempre foi até o fim da vida. Seria bom, como sempre foi.
Mas têm coisas que nos pegam realmente desprevinidos. Realmente despreparados.
[É aí que penso mais que o que vale mesmo é como seremos lembrados por quem nós gostamos. Como serei lembrada? -Ela ainda sabe quem eu sou, a "cabritinha"?]
sexta-feira, 17 de junho de 2011
haja poesia!
tudo isso que eu vivo, invento, finjo que sinto, nem sei. me engano?
silenciar, sonambular, imaginar. quando vejo logo penso: haja poesia, meu deus!
haja pra quando eu ver a foto dele, haja poesia quando eu estiver vendo água por todos os cantos e não haver parabrisas. quando nem uma brisa sequer vier balançar meus cabelos.
haja poesia quando nenhum rumo me fizer levantar da cama e sair debaixo dos edredons.
quando nem mesmo a chuva fina vier lavar-levar tudo.
quando faltar... quando existir a falta.
haja poesia-sentimento-emoção-reação. é preciso haver-sentir-cheirar-ouvir.
eu não vou enlouquecer por falta de paixões poéticas. Ao contrário.
silenciar, sonambular, imaginar. quando vejo logo penso: haja poesia, meu deus!
haja pra quando eu ver a foto dele, haja poesia quando eu estiver vendo água por todos os cantos e não haver parabrisas. quando nem uma brisa sequer vier balançar meus cabelos.
haja poesia quando nenhum rumo me fizer levantar da cama e sair debaixo dos edredons.
quando nem mesmo a chuva fina vier lavar-levar tudo.
quando faltar... quando existir a falta.
haja poesia-sentimento-emoção-reação. é preciso haver-sentir-cheirar-ouvir.
eu não vou enlouquecer por falta de paixões poéticas. Ao contrário.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quereres bobos
eu quero mais tempo pra ficar sem sapatos nos pés. quero mais tempo pra aninhada nas cobertas da cama ficar. quero poder sem pressa tomar café da manhã. quero assistir Edward Scissorhands na Sessão da Tarde. quero sem me procupar em engordar comer muito brigadeiro de panela. quero mais abraços. quero mais beijos. quero mais amor. mais amores. quero mais domingos de sol pela janela. quero tanto uma plateia mais cheia, sempre cheia. quero pra todo lugar viajar. quero dormir na rede quando for de tarde. quero não querer acabar um livro de tão bom que ele é. quero uma vida um tanto diferente. quero pessoas sinceras. quero tanto pessoas humanamente humanas. quero poder sempre querer. e quero tanto que seja realidade. quero tanto. ando tão...
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